os olhos não mentem
então olhe nos fundos dos meus olhos e enxergue o que estou sentindo. adentre aos meus aposentos com teu olhar, sente-se na cadeira de balanço e fique a observar. os tremores constantes do meu intimo acontecem rapidamente, porem frequentemente, e neste momento está ocorrendo um terremoto aqui. você pode sentir? coisas estranhas ocorrem por aqui, mas não se assuste, logo estará familiarizado a esse ambiente. vou lhe avisando logo. caso ocorra de olhar para o chão e ver que o piso está ficando molhando, não se apavore, não ouse correr, pode escorregar e cair, ou pisar numa das madeiras podres que cobrem o chão dessa moradia e desabar de cabeça no piso e morrer com uma fratura no crânio. a propósito, o liquido do qual mencionei para que não corra quando avista-lo são meus prantos, salgados e ácidos. minha morada abriga inúmeras surpresas, ora boas, ora péssimas. Instruo-te para que tome cuidado ao sair para ir aos outros cômodos, a iluminação é péssima e há labirintos sem saída. há duas janelas com grades, mas os vidros estão quebrados e os cacos espalhados pelo chão. de lá dá pra ver o nascer do meu sol. esse em momentos que chegam a ser até sangrentos. meu ultimo pedido é para que não repare nas teias de aranha espalhadas por cada parede, não tem sido frequente a limpeza deste local, por isso está dominada por coisas dessa espécie. mas então, o que vê lhe agrada? esse seu olhar de pavor revela a mim que não era isso o que imaginava, já que o sorriso engana, e o meu que aparentava ser tão sincero encobria um lugar sombrio e confuso, quem suspeitaria? pois então moço, o tour pelas minhas verdades acabou. e aconselho-te a só entrar nesse lugar quando eu o convidar, ou poderá sua vida findar no meu casulo interno.


